17 de novembro de 2010

#minutosdamadrugada


02:52
Entediada pela madrugada comecei a escrever, enquanto minhas costas doíam.
02:55
Coloquei uma música do Damien Rice para ajudar-me a concentrar melhor.
02:56
Conferi no google se “dor nas costas” estava certo.
02:57
Quero escrever sobre o que estou sentindo longe de casa, da casa-pátria, dos pensamentos sobre o estrangeiro. Mas com o msn aberto, a tarefa se torna quase impossível.
02:59
Estou dando conselhos sobre política à um jovem ex-partidário. Quem sou eu para aconselhá-lo?
03:06
Desisti de escrever. Vou colocar isso no BLOG e fechar o Word por hoje.


5 de novembro de 2010

#mês1


No último dia 29 comemorei um mês na Alemanha. Fizemos uma bela feijoada na casa dos novos e já conhecidos amigos alemães. Foi uma noite muito agradável, ao som de belos sambas, regados por caipirinha e risadas sinceras. Indo pra casa refleti bastante sobre esse mês que se passou. Dormi pensando, planejando e me questionando.
A adrenalina finalmente repousou e aquela ansiedade irrequieta deu espaço para a adaptação. Apesar de cada dia trazer consigo novas experiências, já se repetem falas, momentos em aula, e os rostos se tornaram tão rapidamente conhecidos que me causam certo espanto vez ou outra. [Só não consigo ainda encontrar o que preciso no super-mercado que mais frequento, pois todo dia eles mudam algumas mercadorias de lugar. Bizarro.]

Já deu tempo para conferir e desconstruir certos mitos estabelecidos em nosso imaginário brasileiro, exemplo: o povo alemão é frio e fechado, pontual e organizado. Vivendo nesse nosso [lá vem o chavão] mundo globalizado é fácil de verificar que nós não somos tão diferentes assim. Os meninos aqui usam billabong e drop dead, assim como meu irmão lá em Jaraguá; as mulheres em sua maioria seguem as tendências da moda, apenas adaptam para o frio, mas as vitrines são como as nossas. Ou seja, creio que não há mais espaço no mundo ocidental para o choque completo, após algumas semanas de convivência pelo menos.

Vivendo tudo tão intensamente é difícil parar e aquietar-se, mas é necessário em prol de uma meta maior. Estou estudando bastante, pois demoro ainda para fazer as leituras. Para minha sorte, muitas das aulas que frequento abordam assuntos que já estudei, então a compreensão é mais rápida. Logo mais faço um post só sobre o sistema de ensino alemão, que diverge do brasileiro em muitos aspectos.

Por hora, só quero compartilhar com vocês que a vida está boa e que me descobri mais forte do que imaginava. Quero parabenizar também quem ajudou a mudar o rumo da história recente brasileira e colocou no maior cargo político do país, pela primeira vez, uma mulher!

Parabéns Brasil.
Para o bem e além.

Beijos e até mais ; )

24 de outubro de 2010

#meus23


Aos 23 anos de idade minha mãe era noiva de meu pai. Minhas avós já tinham mais de 3 filhos cada. Mozart já tinha composto praticamente todos os seus sucessos. Dom Pedro I já havia declarado a Independência do Brasil. Machado de Assis já era uma personalidade considerada entre as rodas culturais da sociedade carioca. Pablo Ruiz y Picasso começou a assinar suas obras com um simples “Picasso”. Senna estreava na Fórumula 1. O argentino Messi está sendo considerado o sucessor de Maradona. E eu? O que faço eu em plenos 23 anos de idade?

Tenho idade suficiente para ser mãe, esposa, ter um carro, casa, ir para cadeia [com cela especial pelo menos], mas não. Meus 23 anos serão para sempre marcados em minha memória [e rugas faciais] como o ano em que me tornei de fato adulta. A idade que trouxe com ela uma grande mudança em minha vida.

Mais responsabilidades ? Sim.
Mais preocupações? Com certeza.
Menos festas? Por hora não.

O 23º ano que antecede minha maturidade completa [pois acredito ser aos 25] está sendo celebrado em muitas línguas. Diariamente me esforço para falar usando minha L2¹ ou L3. São as pessoas do mundo que me marcarão em mais esse ano de vida. O mundo me marcará. E ele me chama. E como é bonito de ver, sentir e cheirar. Eu sei que minha terra tem palmeiras e coisa e tal, mas as cores que vejo aqui, sei que não verei nunca lá. Por isso, parabéns para mim! Pois mais que querida, essa data é especial e que dure anos essa nova vida.

Para encerrar mais esse capítulo dedico, como pede o costume, o primeiro pedaço do bolo da nova história à todas as pessoas, especialmente meus pais, que torcem pela minha vitória e eu sei que poderei sempre que precisar com el@s contar.



Um brinde. Um beijo. Um cheiro.


p.s. : o E do bolo é de Meiri :)

L2 - Segunda Língua.